Segunda Feira, 03 Agosto 2020

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A reunião mais importante da União Europeia na história da Palestina

Em uma das etapas mais importantes da história das relações entre a Palestina e a Europa, os ministros das Relações Exteriores da União Europeia estão realizando reuniões preliminares para discutir o reconhecimento dos países europeus e da UE a um Estado palestino. A importância do reconhecimento europeu de um Estado palestino reside no fortalecimento das capacidades das instituições palestinas e na continuação da construção do estado para que possa proteger os direitos humanos dos palestinos e sua perseverança para obter seus direitos. O sonho palestino é encarnado pelo desejo da nação de retornar à terra natal e proteger os direitos Palestinos.

Os países da UE podem tomar sua decisão de reconhecer o Estado palestino longe da pressão exercida pela ocupação e trabalhar para obter justiça para o povo palestino, que fez grandes sacrifícios para obter liberdade, independência e autodeterminação. Se os países da UE reconhecerem um Estado palestino, o povo palestino apoiará isso e aumentará sua capacidade de obter liberdade e justiça, além de enfrentar os desafios atuais e as ações arbitrárias e racistas da ocupação realizadas pela máquina de guerra israelense na forma de ataques diários às cidades palestinas.

À luz dessas posições, a União Europeia deve apresentar uma forte mensagem sobre o processo de paz e enviar uma nota especial a todos, reconhecendo o estado da Palestina e apoiando o estabelecimento do estado palestino. Isso é especialmente verdadeiro, dado o apoio dos EUA à construção de assentamentos israelenses que violam o direito internacional e apoiam o racismo e o extremismo na região.

As posições da UE em apoiar o estabelecimento do estado palestino foram positivas, e o apoio europeu à Autoridade Palestina constituiu um eixo importante em termos de construção de instituições palestinas. No passado recente, a política europeia alcançou um papel positivo no combate aos planos e tentativas do governo americano, liderado por Trump, de alterar as referências do processo de paz e encontrar uma solução entre a ocupação e a OLP, embora a política europeia ainda não tenha conseguido adotar uma posição decisiva sobre o reconhecimento claro do Estado palestino. As ações que estamos vendo hoje são consideradas medidas positivas para a UE adotar uma decisão importante e histórica de reconhecer coletivamente e individualmente o estado palestino, longe das pressões americanas e das tentativas da ocupação de influenciar os países da UE a não reconhecer diretamente um estado palestino. Washington tentou estabelecer precedentes perigosos para as relações internacionais, dominar o direito internacional e a legitimidade e apoiar o governo de ocupação, apesar de cometer violações perigosas dos direitos humanos contra o povo palestino, sua causa nacional e direitos justos.

O direito internacional apoia o estabelecimento do estado palestino e seu status legal será mais forte após o reconhecimento europeu do estado palestino. Tomar a decisão de reconhecer o estado abrirá o caminho para um claro processo de paz que se baseia principalmente no estabelecimento do estado palestino e colocará um fim às ações da ocupação e ao apoio estadunidense ao estado de ocupação às custas do maior interesse do povo palestino.

A União Europeia está interessada em discutir os desenvolvimentos no cenário palestino e as práticas da ocupação israelense com o objetivo de anexar o vale do Jordão e o norte do Mar Morto, bem como assuntos relacionados aos assentamentos ilegais. Os países da UE devem assumir uma posição firme sobre essas questões, a fim de pressionar a ocupação a interromper suas práticas e começar a tomar medidas positivas. Isso inclui concordar com as eleições palestinas em Jerusalém ocupada. O simples reconhecimento da Palestina não vai acabar com a ocupação israelense, mas respeitará o direito do povo palestino à autodeterminação e trata-se de um passo que apoiará o processo de paz, baseado no direito e legitimidade internacionais, bem como nas resoluções da ONU. Ele começará uma nova era de relações entre países, longe do domínio da Casa Branca e da política dos EUA.

 

Fonte: Addustour

Tradução: IBRASPAL

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