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Cerco de Israel a Gaza joga milhares de palestinos na miséria

Situação se deteriora ainda mais com medidas punitivas de Mahmoud Abbas

Por Lúcia Rodrigues
Ibraspal

 

Milhares de palestinos vivem em situação de miséria na Faixa de Gaza em consequência do cerco de 11 anos imposto pelo governo israelense. O cenário é agravado pelas medidas punitivas impostas pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que é oposição ao governo de Gaza. Abbas é do Fatah e a Faixa de Gaza é governada pelo Hamas.  

 

"A situação humanitária em Gaza se deteriorou após as últimas medidas punitivas impostas por Abbas, que incluem cortes salariais, forçando os funcionários públicos para a aposentaria antecipada, além de repasses inconstantes para os ministérios da saúde e educação, além de outros setores", critica o chefe do Gabinete de Informação do governo palestino em Gaza, Salama Marouf.

 

De acordo com o funcionário, desde abril do ano passado o governo Abbas cortou 30% dos salários dos funcionários de Gaza. Na semana passada, os trabalhadores receberam apenas 50% do pagamento referente aos meses de março e abril.

 

Ele conta que 56,6% da população sofre com a insegurança alimentar. Destes, 80% está abaixo da linha da pobreza. "Cerca de metade dos moradores de Gaza recebem assistência alimentar mensal da UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina).”

 

Marouf também condenou o fechamento da passagem de Rafah. Ele destaca que a fronteira esteve aberta apenas 39 dias durante o ano passado. Além disso, 85% da população residente em Gaza não consegue atravessar o cruzamento de Beit Hanoun (Erez), devido às restrições impostas por Israel. E enfatiza que 56% dos pacientes que precisam de tratamento urgente fora de Gaza não têm permissão para viajar por Erez.

 

A falta de medicamentos é um problema que atormenta o governo de Gaza devido ao cerco ao território feito por Israel. "O Ministério da Saúde em Gaza reduziu sua capacidade devido à falta da maioria das necessidades básicas para operações cirúrgicas e tratamentos básicos. Todas as cirurgias não urgentes (cerca de quatro mil) foram suspensas" revela.

 

Com informações do Middle East Monitor

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