Domingo, 14 Agosto 2022

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Discurso do Presidente do Instituto Brasil-Palestina, Dr. Ahmed Shehada

Discurso proferido na Sessão Solene da Câmara dos Deputados destinada a lembrar os 74 anos da Nakba palestina (6 de julho de 2022)

Discurso do Presidente do Instituto Brasil-Palestina, Dr. Ahmed Shehada, na Sessão Solene da Câmara dos Deputados destinada a lembrar os 74 anos da Nakba palestina

 

Senhor Presidente,

Senhoras e Senhores Deputados.

Prezados integrantes da Mesa.

Senhoras e senhores embaixadores e representantes diplomáticos, 

Senhoras e Senhores aqui presentes, bom dia.

 

Antes de mais nada, quero agradecer a Casa do Povo Brasileiro, agradecer ao deputado Arthur Lira, Presidente da Câmara dos Deputados, por essa oportunidade e por seu discurso no qual …  

Agradecer aos deputados e deputadas, aos senadores e senadoras da Frente Parlamentar Pelos Direitos do Povo Palestino, pela realização desta importante Sessão Solene.

Hoje nos reunimos nesta Casa do Povo Brasileiro, para lembrar Al Nakba do povo Palestino, Al Nakba, palavra árabe que significa a Catástrofe que começou em 14 de maio de 1948, quando as gangues sionistas iniciaram a ocupação da terra da palestina e nunca parou!

Setenta e quatro anos se passaram desde Al Nakba do povo palestino, quando 2 terços do povo palestino da epoca foram expulsos de suas terras e casas pelas gangues terroristas sionistas. 

Al Nakba do povo palestino não para! desde então, a anexação de terras, limpeza étnica e discriminação racial e da judaização de Jerusalém e roubo de bens nacionais, era e continua a política dos governos israelenses independente sejam da direita ou da esquerda.

Um muro do apartheid separa cerca de 20% da Cisjordânia ocupada.

Mais de 580 check points militares destruíram todas as oportunidades de uma vida normal e, acima de tudo, tornando impossível uma economia palestina independente e viável.

Mais de 5.000 presos políticos palestinos em condições desumanas, incluindo centenas de crianças, mulheres e doentes submetidos a negligência médica. 

Mais de 2 milhões de palestinos mantidos reféns pelas forças da ocupação Israelense na Faixa de Gaza, a maior prisão a céu aberto do mundo, uma faixa que não ultrapassa a 360 ​​km2. 

O cerco imposto à Faixa de Gaza por mais de 16 anos pelo único pecado de os palestinos exercerem seu direito democrático natural de votar em 2006 e escolheram um partido palestino que os Estados Unidos e Israel não aceitariam.

Sendo o sofrimento do povo palestino, expulso de casas em Jerusalém, roubo e massacres e apartheid uma prática cotidiana na Palestina ocupada pelo exército israelense, estabelecido a partir de gangues terroristas, que realizaram os massacres em massa, crimes de guerra e limpeza étnica contra o povo palestino.

A entidade brutal sionista, ao atacar o povo palestino através da limpeza étnica, assassinatos, deslocamento e confisco de terras e propriedades e humilhação os locais sagrados palestinos, monumentos religiosos e culturais, está tentando impor um fato consumado que contradiz a história, a realidade, o direito internacional e as resoluções das Nações Unidas, em flagrante desafio aos humanistas e progressistas do mundo.

A situação atual, de acordo com estatísticas de organizações humanitárias da ONU, mostra que 43% do povo palestino são refugiados, (apesar de que o número real e muito mais e chega a 60%).

Enquanto isso, testemunhamos a hipocrisia ocidental, no conflito russo-ucraniano. Todo o Ocidente veio ajudar a Ucrânia e fornecer-lhe os mais recentes tipos de armas sob o pretexto de que a justificação é moral e legal porque a Ucrânia foi atacada e tem teritorios ocupados!!  

E quanto à ocupação e terrorismo israelenses na Palestina!!

Esperamos que todas as forças democaticas e progressistas levantem a voz contra essa hipocrisia e contra os padrões duplos.

 

O povo palestino ao defender sua pátria e seus direitos usa todos os meios legais e garantidos pelo Direito Internacional e confirmados pela a Carta das Nações Unidas e centenas resoluções da ONU. 

Ao usar esses direitos, os bandidos e seus apoiadores, por motivos de fanatismo religioso ou pela ignorância, chamam as vítimas de terroristas! 

O terrorista verdadeiro é aquele que rouba as terras e mata as crianças, e aqueles que os apóia.

É lamentável, em um momento em que muitas organizações internacionais e alguns parlamentos, mais recentemente o Parlamento da Catalunha, classificam a ocupação israelense como regime de apartheid, encontrar as missões brasileiras nas Nações Unidas votando contra os direitos do povo palestino, quebrado uma tradição humanitária e conciliatória e se somado com a minoria da arrogância contra o povo palestino e contra o Direito Internacional.

 

Anistia Internacional publicou recentemente um importante relatório classificando o regime israelense como apartheid e recomendando a todos os governos do mundo que revisem seus laços de cooperação com esse país.

 

É triste ver alguns parlamentares das duas Casas do Congresso Nacional brasileiro, por motivo ideológico, comemoram o genocídio e a limpeza étnica decorrentes da criação de Israel sobre as ruínas de nossas casas e da nossa tragédia sem fim, sem se preocupar em pedir ao seu aliado terrorista, o chamado “Estado de Israel”, que respeite as Resoluções da ONU e aceite que os deslocados e expulsos retornem às suas casas.

Temos a melhor expectativa de que essa estimada Casa do Povo Brasileiro, possa prosseguir os esforços e desempenhar um papel político e diplomático ativo, que impedirá a ocupação de prosseguir os crimes contra palestinos.

Esperamos que este Parlamento adote um conjunto de medidas e passos que contribuam para a supressão da ocupação e o seu sentido de que está acima da lei e da responsabilização.

Apoiar Israel significa que você também viola a Lei Internacional e que segue o oposto da maioria dos países do mundo. 

Apoiar Israel significa apoiar a limpeza étnica, o racismo e a matança de crianças. Isso é um crime e uma vergonha!

Apoiar a Palestina significa que você respeita a Lei Internacional, as Resoluções da ONU, e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Apoiar a causa de libertação da Palestina é apoiar os oprimidos, apoiar o direito e luta contra o racismo. 

Espero que este seja o compromisso de todos nós!

Muito obrigado.

 

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    postado por: Ahmed Shehada
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