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Israel proíbe Ahed Tamimi e sua família de viajarem para a Europa

Adolescente participaria de reuniões com grupos de direitos humanos

Por Lúcia Rodrigues
Ibraspal

 

O governo israelense investiu mais uma vez contra a adolescente Ahed Tamimi e sua família. Os Tamimis foram impedidos de sair da Cisjordânia na última sexta-feira, 7, para ir à Europa onde Ahed participaria de encontros com grupos de direitos humanos.

 

O pai da jovem, Bassem Tamimi, disse à imprensa que Ahed iria participar de reuniões na França, Bélgica e Espanha, a convite desses grupos, para falar sobre o movimento de resistência palestino e contar sobre sua experiência na prisão israelense.

 

A viagem duraria 20 dias, mas na manhã da última sexta os Tamimi foram informados por funcionários do governo da Autoridade Palestina que Israel havia proibido a saída deles do país.

 

O motivo da proibição não foi declarado, mas uma fonte da área de segurança teria dito a um veículo israelense que a decisão foi tomada pela agência de inteligência de Israel.

 

A família considera a medida como uma forma de silenciar Ahed. A luta da adolescente ganhou destaque mundial após ser presa em dezembro do ano passado.

 

As imagens que mostravam Ahed reagindo contra soldados que invadiram a propriedade de sua família, em Nabih Saleh, Ramallah, após ter baleado um de seus primos na cabeça com uma bala de borracha, viralizaram.

 

Desde então sua família está sob a mira da repressão israelense. Nariman, sua mãe, foi presa junto com ela por ter filmado as imagens que viralizaram. As duas ficaram detidas durante oito meses.

 

Alguns dias após a libertação delas, o irmão de Ahed, Waed, de 22 anos, foi condenado a 14 meses de prisão, acusado de atirar pedras em veículos militares israelenses.

 

“Eu considero tudo isso uma vingança contra a minha família”, ressalta o pai da adolescente.

 

Barrar viagens ao exterior é um instrumento frequentemente utilizado pelo governo de Israel para punir e controlar os palestinos, segundo a organização israelense de direitos humanos B’Tselem.

 

Com informações de Middle East Monitor

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