Segunda Feira, 16 Fevereiro 2026

Linguagem Selecionada: PORTUGUÊS BR

Inicio > Posts > Clube Brasil Palestina

“ISRAEL” ACELERA ANEXAÇÃO, TRAZ TERRORISMO COLONIAL E ENTERRA QUALQUER PERSPECTIVA DE PAZ

Nota oficial sobre decisões tomadas pela ocupação sionista

“ISRAEL” ACELERA A ANEXAÇÃO, TRAZ O TERRORISMO COLONIAL E ENTERRA DEFINITIVAMENTE QUALQUER PERSPECTIVA DE PAZ

O Instituto Brasil-Palestina (IBRASPAL) denuncia com absoluta firmeza as decisões anunciadas em nome do governo da ocupação sionista, por Bezalel Smotrich e Israel Katz, que não representam mera continuidade da ocupação, mas sim um salto qualitativo rumo à anexação aberta, deliberada e irreversível da Cisjordânia ocupada.

O que há de novo e extremamente grave nessas decisões é a institucionalização formal do roubo de terras palestinas, por meio da legalização de colônias ilegais, da transferência direta do controle territorial do Exército para autoridades civis israelenses e da autorização explícita para a expansão colonial como política de Estado. Trata-se de anexação de fato, planejada, consciente e assumida, em violação frontal ao Direito Internacional.

“Israel” já não tenta disfarçar: desafia o mundo inteiro, rasga resoluções da ONU, ignora decisões da Corte Internacional de Justiça e avança com um projeto colonial supremacista que elimina qualquer possibilidade de paz. O discurso oficial israelense abandonou até mesmo a retórica diplomática: assume a colonização permanente, o apartheid institucionalizado e a negação total dos direitos do povo palestino.

Na Cisjordânia, o que se intensifica não é apenas a ocupação, mas o terrorismo colonial. Colonos armados, protegidos, financiados e escoltados pelo Exército israelense, atacam aldeias palestinas, incendeiam casas e plantações, assassinam civis, expulsam famílias inteiras de suas terras e impõem o medo como método de limpeza étnica. O Exército não é um “espectador”: é parte ativa dessa engrenagem criminosa e terrorismo, garantindo impunidade e apoio operacional.

Essas práticas configuram crimes de guerra continuados, crimes contra a humanidade e um regime de apartheid reconhecido por organizações internacionais de direitos humanos.

Enquanto isso, em Gaza, “Israel” prossegue com uma campanha de extermínio em massa, marcada por bombardeios indiscriminados, destruição total da infraestrutura civil, fome imposta, colapso do sistema de saúde e punição coletiva de mais de dois milhões de pessoas. A ocupação sionista não cumpriu nenhuma cláusula do acordo de cessar-fogo, nem mesmo o plano colonial de Trump, que ele chamou de plano de paz e para o qual criou um conselho de paz e nomeou o criminoso Netanyahu, que é procurado e foragido da justiça internacional. Desde a assinatura do acordo, o regime terrorista sionista matou 581 palestinos, a maioria crianças e mulheres, elevando o número de mártires para 72.032. O genocídio não parou, e a limpeza étnica continua por todos os meios, desde a restrição da entrada de medicamentos e alimentos, até o impedimento da entrada de materiais de construção ou qualquer habitação permanente, e o impedimento do retorno daqueles que desejam voltar do Egito, à vista do mundo, e com cumplicidade direta de potências ocidentais e especialmente do regime racista e terrorista dos Estados Unidos.

O IBRASPAL reafirma de forma inequívoca que a Cisjordânia inteira e Jerusalém inteira são territórios palestinos ocupados, e qualquer tentativa israelense de impor soberania sobre esses territórios constitui crime internacional. Não existe legitimidade jurídica, histórica ou moral para a ocupação, anexação ou colonização de qualquer parte da Palestina.

Chegou-se a um ponto em que a neutralidade é cumplicidade. O silêncio internacional não é falho; mas é escolha política. Cada dia sem responsabilização fortalece a máquina colonial israelense e aprofunda o sofrimento do povo palestino.

O IBRASPAL exige medidas concretas: sanções, isolamento diplomático, responsabilização criminal internacional e o fim imediato de qualquer cooperação diplomática e econômica com o regime de ocupação israelense. Não há mais espaço para comunicados vazios nem para falsas “preocupações”.

Sem o fim da ocupação, da colonização e do apartheid, não haverá paz. O que “Israel” está construindo não é segurança, mas um sistema permanente de violência, injustiça e barbárie e representa uma ameaça constante à paz e à estabilidade globais.

Instituto Brasil-Palestina – IBRASPAL

09 de fevereiro de 2026

 

Compartilhe a versão em PDF desta nota.

  • Gravatar - Post by
    postado por: Instituto Brasil-Palestina (IBRASPAL)
  • postado em:
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Copyright © 2026 IBRASPAL - Instituto Brasil Palestina. All Rights Reserved.