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Paramédico de Gaza sucumbe a ferimentos causados por fogo israelita durante manifestação

Um paramédico palestino sucumbiu aos ferimentos causados por uma bala de borracha disparada pelas forças israelitas no mês passado, informou o Ministério da Saúde palestino

Mohammed Sobhi Al-Jdeily, de 36 anos, que trabalhava para o Crescente Vermelho palestino, foi atingido por uma bala de borracha na sexta-feira 3 de Maio, enquanto desempenhava o seu trabalho humanitário durante uma das manifestações semanais junto à vedação com que Israel isola a Faixa de Gaza.

Al-Jdeily foi atingido pela bala de borracha no nariz, o que lhe provocou fracturas no crânio, informou o Crescente Vermelho. Morreu num hospital de Hebron, na Cisjordânia ocupada, e o seu corpo será transferido para Gaza para o funeral. Era pai de quatro filhos e morava no campo de refugiados de Bureij.

É o 306.º palestino a ser morto pelas forças israelitas nos protestos da Grande Marcha do Retorno, iniciadas em 30 de Março de 2018.

É também o quarto paramédico a ser morto. Em Junho de 2018, a paramédica  Razan Najjar, de 21 anos, foi morta por fogo israelita ao tentar evacuar manifestantes feridos. Em Fevereiro deste ano, uma  investigação da ONU verificou que pelo menos três paramédicos claramente identificados foram mortos a tiro nos protestos. O relatório também verificou que atiradores especiais israelitas dispararam intencionalmente sobre crianças e jornalistas.

As manifestações semanais da Grande Marcha do Retorno visam protestar contra o cerco à Faixa de Gaza, que dura desde 2007, e exigir o direito dos refugiados palestinos de retornarem às suas casas, de onde foram forçados durante a campanha de limpeza étnica que acompanhou a criação de Israel, em 1948.

 

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