Terça Feira, 04 Agosto 2020

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Visita do filho de Bolsonaro a um assentamento irrita a Palestina

A Palestina denuncia que a visita do filho do presidente de extrema direita do Brasil a um acordo israelense ilegal "viola" o direito internacional.

Eduardo Bolsonaro, filho do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, visitou o assentamento de Psagot na Cisjordânia ocupada, enquanto as colônias israelenses construídas em terras palestinas são classificadas como "ilegais" e "ilegítimas" internacionalmente, como afirmou nessa quinta-feira o diretor do escritório das Américas e Caribe da Chancelaria da Palestina, Hanan Jarrar.

Essa visita, acrescenta o diplomata, constitui "uma flagrante violação" do direito internacional, bem como as resoluções adotadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) e pela Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) sobre a natureza ilegal dos assentamentos israelenses.

Como consequência, seguindo as instruções do ministro das Relações Exteriores da Palestina, Riad al-Maliki, o Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador brasileiro na Palestina, Francisco Mauro Brasil da Holanda, para transmitir a insatisfação do país com os fatos, disse Jarrar.

O diplomata reconheceu que a nova posição pró-israelense do deputado federal para o Rio de Janeiro, embora “não reflita a imagem do Brasil, poderia“ comprometer ”as relações bilaterais entre Palestina e Brasil, que Ramalá está interessado em manter.

O Brasil, segundo Jarrar, é o principal patrocinador da causa palestina e um dos primeiros países da América Latina a reconhecer a Palestina como um Estado.

Em referência à política de Bolsonaro em relação a Israel, que inclui sua visita aos territórios palestinos ocupados, suas declarações sobre a cidade palestina de Al-Quds (Jerusalém) e uma possível transferência da embaixada do país para essa cidade, Randolfe Rodríguez, liderança da oposição no Senado brasileiro, opinou que essa posição não representa "a consciência" do povo desse país.

Suas declarações vieram logo após o presidente brasileiro abrir em 31 de março, um "escritório diplomático" em Al-Quds durante sua visita de três dias aos territórios palestinos ocupados.

Embora o Brasil não tenha reconhecido oficialmente a soberania israelense sobre Al-Quds e a Cisjordânia, ocupada desde 1967, Bolsonaro disse que considera Israel uma referência. Além disso, ele nunca escondeu sua admiração pelas políticas do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que participou reciprocamente da cerimônia de posse do líder de direita.

 

Fonte: Hispan TV

Tradução: IBRASPAL

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